Mercado de motocicletas cresce mais que o de automóveis em 2023

Na Bahia, o mercado de automóveis e comerciais leves zero-quilômetro cresceu 9,21% ano passado. É um percentual inferior ao da média nacional, que ficou em 11,33%. No entanto, quando o assunto são as motocicletas o estado teve resultados superiores. Enquanto o crescimento médio no país foi de 16,10% em relação a 2022, as concessionárias baianas emplacaram 20,17% a mais.

“As motocicletas têm ampliado sua importância no sistema de mobilidade dos brasileiros. É uma forma econômica de transporte individual e perfeita para entregas de pequenos objetos em cidades de todos os portes”, analisa Andreta Jr., presidente da Fenabrave, entidade que representa as concessionárias de veículos novos.

De acordo com a Fenabrave, do total de 1.581.527 motos emplacadas no Brasil nos últimos 12 meses, 106.232 unidades foram licenciadas na Bahia. Desse volume, 14.733 unidades foram negociadas em Salvador, o que elevou a frota da Capital para 176.086 motocicletas em circulação, conforme dados do Detran estadual. Em toda a Bahia, a frota de motocicletas soma 1.613.617 veículos.

“Em Salvador, o mercado também cresceu ligeiramente mais que o mercado nacional, fechando o ano com 17% de aumento”, explica João Normanha, diretor do Grupo Tecar, que começou a operar com a Yamaha na capital baiana ano passado com a concessionária Motovesa. O executivo comemora os resultados da operação “A Yamaha teve crescimentos acima da média nacional. Nós, da Motovesa, estamos contentes e impressionados com o vigor do mercado em Salvador e já temos planos para a abertura de mais uma loja”.

O mercado baiano também financiou mais que a média nacional, é o que revela um levantamento da B3 – que opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG), a maior base privada do país. No estado, o crescimento de compra de motos zero-quilômetro por essa modalidade foi 27,3% maior que no ano anterior. Na média nacional, o crescimento foi de 21,5%. No total, 72.483 motocicletas foram adquiridas via financiamento, o que corresponde a mais de 70% das vendas.

No acumulado do ano, a Honda ficou com 72,47% do mercado de motocicletas no país. Esse percentual corresponde a 1.146.190 unidades. A Yamaha somou 284.217 emplacamentos em 2023, equivalente a 17,97%. A Shineray fechou em terceiro lugar com 1,99%, ou 31.448 unidades. Mottu (1,67%) e Haojue (1,01%), ficaram respectivamente na quarta e quinta posições. Da sexta à décima colocações, ficaram: BMW (0,88%), Royal Enfield (0,79%), Avelloz (0,59%), Kawasaki (0,52%) e Triumph (0,41%.).

Em relação aos produtos, a Honda ficou com as cinco primeiras posições: CG 160 (418.868 motos), Biz (216.933), NXR 160 (149.730), Pop 110 (149.584) e CB 300 (48.977). Na sequência, três veículos da Yamaha: Factor 150 (43.433), XTZ 250 (41.633) e Fazer 250 (41.089). Logo depois, fechando as dez primeiras posições, outras duas Honda: PCX 160 (38.766) e XRE 190 (35.094).

PROJEÇÃO PARA 2024

A expectativa da Fenabrave é que o mercado de duas rodas tenha um aumento de 16% nos emplacamentos neste ano. “Com uma possível melhora do crédito, o segmento ainda tem vasto potencial de crescimento”, opina Andreta Jr., presidente da entidade.

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